O Mashiach judeu e o Messias cristão. Breve comentário sobre a Filosofia e Escatologia do Judaísmo (in Portuguese)
Rafael Duarte Oliveira Venancio
Synopsis "O Mashiach judeu e o Messias cristão. Breve comentário sobre a Filosofia e Escatologia do Judaísmo (in Portuguese)"
O conceito de Mashiach (Messias) é central dentro do Judaísmo, seja em sua Filosofia, em sua Teologia, bem como em sua Mística. Normalmente associado à Escatologia (ou seja, o setor teórico teológico que estuda o "Fim dos Tempos" que, na visão do judaísmo, é a "Vinda do Mundo que Virá" ou "Mundo Vindouro [HaOlam haBa ou The world to come]), o Messias judeu é, especialmente pelos missionários cristãos, descreditado em sua condição teórica. Um dos filósofos judeus contemporâneos que resolveu debater essa questão e proporcionar um resgate epistemológico, teológico e religioso do conceito judaico de Messias é o rabino Aryeh Kaplan (1934-1983) que, dentro do contexto da NCSY - National Conference of Synagogue Youth (Conferência Nacional da Juventude Sinagogal) da OU - Orthodox Union (União Ortodoxa) escreveu diversas publicações que tornaram acessíveis o conhecimento teórico e filosófico do Judaísmo em seus amplos aspectos (rabínico, cabalístico, talmúdico e de questões cotidianas). A ideia do presente livro é fazer um comentário breve sobre o texto de Kaplan, percorrendo trecho a trecho vendo a clareza simples do seu argumento teológico em defesa da filosofia do judaísmo diante do avanço cristão em desmerecer o conceito de Messias dos judeus e querê-lo substituí-lo pelo conceito e pela figura do Cristo em Jesus. Assim, o papel do presente texto é expandir o acesso à filosofia judaica que, por muitas vezes, é confundida ou amalgamada com a filosofia cristã seguindo o exemplo de Kaplan e Stolper que queriam, com os seus livros, "mostrar o que a própria tradição [judaica] tem a oferecer através de oferecer experiências positivas da Torá". E isso significa, no limite, compartilhar e disseminar os conceitos filosóficos judaicos não no ponto de vista reverso tal como é feito normalmente (cristãos olhando para o conceito judaico), mas da maneira mais interna possível dentro da ampla tradição filosófica do judaísmo.